
Desabafos, incredulidades zé-povinianas, ou augusto-abelairianas, de quem se perdeu de Sirius e se viu, de repente, na Terra.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Sinais dos tempos...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
O presidente do Governo Regional dos Açores, socialista, é que tem razão!
Há quem diga que é ele o delfim de Sócrates, ou que é um sério candidato à substituição dele, no partido Socialista e no Governo.
Basicamente ele diz-nos: A medida do Governo de Sócrates é injusta, como não podemos anulá-la, temos de compensá-la; assim "respeitamos" a legitimidade do poder do governo democraticamente eleito para tomar decisões, e tomamos também as nossas decisões quando as decisões do governo central são gravemente injustas. Se nos faltar dinheiro para repor a justiça, não faz mal, esse dinheiro há de vir do Governo Nacional da República, afinal somos todos socialistas, não é verdade?
"Nos Açores, os funcionários públicos regionais vão ter o corte, mas a seguir recebem um subsídio para compensar o corte", denuncia social-democrata Marques Mendes.
O Governo Regional dos Açores arranjou uma forma de compensar os funcionários regionais dos cortes salariais na Administração Pública, acusa Marques Mendes, em declarações à TVI24.
O ex-presidente do PSD diz que o Governo liderado pelo socialista Carlos César criou um regime especial, que configura uma situação “escandalosa”.
“O Governo Regional dos Açores, chefiado pelo Dr. Carlos César, decidiu há poucos dias, no Parlamento Regional, que nos Açores os funcionários públicos regionais vão ter o corte, mas a seguir recebem um subsídio para compensar o corte que tiveram. Na prática, há mais de três mil funcionários regionais dos Açores que não vão ter corte”, denuncia Marques Mendes.
O antigo ministro e líder social-democrata, seu espaço semanal de comentário na TVI24, defendeu que esta situação deve ser levada à Assembleia da República.
“Isto é uma pouca vergonha, parece que há funcionários de primeira e de segunda. Os do continente têm cortes, os da Madeira também, os das autarquias também, os funcionários regionais dos Açores não têm. E pior ainda, mesmo dentro dos Açores, os funcionários que são da República, como os dos tribunais, as forças de segurança, esses têm corte, os funcionários que dependem do Dr. Carlos César não têm, têm uma compensação”, sublinha Marques Mendes.
A Renascença pediu um comentário ao gabinete do presidente do Governo Regional dos Açores, mas a resposta foi negativa.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Celebração dos 100 anos da República
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Subir ao concreto
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Os fogos na Serra da Estrela e no resto do País
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Os muito pobres ficaram mais pobres ainda antes da crise
16 Julho2010 | 00:01
Catarina Almeida Pereira - catarinapereira@negocios.pt
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A taxa de pobreza desceu antes da crise, mas a sua intensidade agravou-se. E deverá crescer com o aumento do desemprego.
A percentagem de pessoas em risco de pobreza diminuiu em 2008, mas quem permanece nessa situação enfrenta dificuldades crescentes.
Os dados provisórios ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que, em 2008, 17,9% da população enfrentou o risco de pobreza, uma redução de seis décimas face ao ano anterior que, no entanto, deixou para trás as famílias numerosas e os desempregados.
Ao mesmo tempo, a intensidade da pobreza subiu. A diferença entre o limiar de pobreza (414 euros por mês) e o rendimento monetário mediano de quem está abaixo desse valor chegou aos 23,6% em 2008, mais quatro décimas do que em 2007.
domingo, 18 de abril de 2010
As "previsões" de José Régio
E pronto, sem comentários, fica tudo dito. É só ler.
Ah!... Só uma coisinha: José Régio não era profeta, não adivinhava o futuro.
“Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.
Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.
E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,
Também faz o pequeno sacrifício
De trinta contos só ! por seu ofício
Receber, a bem dele… e da nação.”
terça-feira, 6 de abril de 2010
Nascemos cópias br Morremos originais
quarta-feira, 17 de março de 2010
Não encontro a notícia...
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
A "insólita" candidatura à Presidência da República de Fernando Nobre
A política aos profissionais da política,é...? :(
Dr. Alfredo Barroso, está a puxar dos galões?...
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
O critério da verdade!... Ei-lo!...
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Granadeiro sente-se "encornado". Então, e nós?...
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Provincianos, transmontanos... e Miguel Torga
"O PROCESSO chamado'Face Oculta' tem as suas raízes longínquas num fenómeno que podemos designar por 'deslumbramento'.
Muitos dos envolvidos no caso, a começar por Armando Vara, são pessoas nascidas na Província que vieram para Lisboa, ascenderam a cargos políticos de relevo e se deslumbraram.
Deslumbraram-se, para começar, com o poder em si próprio. Com o facto de mandarem, com os cargos que podiam distribuir pelos amigos, com a subserviência de muitos subordinados, com as mordomias, com os carros pretos de luxo, com os chauffeurs, com os salões, com os novos conhecimentos.
Deslumbraram-se, depois, com a cidade. Com a dimensão da cidade, com o luxo da cidade, com as luzes da cidade, com os divertimentos da cidade, com as mulheres da cidade.
ORA, para homens que até aí tinham vivido sempre na Província, que até aí tinham uma existência obscura, limitada, ligados às estruturas partidárias locais, este salto simultâneo para o poder político e para a cidade representou um cocktail explosivo.
As suas vidas mudaram por completo.
Para eles, tudo era novo - tudo era deslumbrante.
Era verdadeiramente um conto de fadas - só que aqui o príncipe encantado não era um jovem vestido de cetim mas o poder e aquilo que ele proporcionava.
Não é difícil perceber que quem viveu esse sonho se tenha deixado perturbar.
CURIOSAMENTE, várias pessoas ligadas a este processo 'Face Oculta' (e também ao 'caso Freeport') entraram na política pela mão de António Guterres, integrando os seus Governos.
Armando Vara começou por ser secretário de Estado da Administração Interna, José Sócrates foi secretário de Estado do Ambiente, José Penedos foi secretário de Estado da Defesa e da Energia, Rui Gonçalves foi secretário de Estado do Ambiente.
Todos eles tiveram um percurso idêntico.
E alguns, como, Vara e Sócrates pareciam irmãos siameses: Naturais de Trás-os-
-Montes, vieram para o poder em Lisboa, inscreveram-se na universidade, licenciaram-
-se, frequentaram mestrados.
Sentindo-se talvez estranhos na capital, procuraram o reconhecimento da instituição universitária como uma forma de afirmação pessoal e de legitimação do estatuto.
A QUESTÃO que agora se põe é a seguinte: por que razão estas pessoas apareceram todas na política ao mais alto nível pela mão de António Guterres?
A explicação pode estar na mudança de agulha que Guterres levou a cabo no Partido Socialista.
Guterres queria um PS menos ideológico, um PS mais pragmático, mais terra-a-terra.
Ora estes homens tinham essas qualidades: eram despachados, pragmáticos, activos, desenrascados.
E isso proporcionou-lhes uma ascensão constante nos meandros do poder.
Só que, a par dessas inegáveis qualidades, tinham também defeitos. Alguns eram atrevidos em excesso. E esse atrevimento foi potenciado pelo tal deslumbramento da cidade e pela ascensão meteórica.
QUANDO o PS perdeu o poder, estes homens ficaram momentaneamente desocupados. Mas, quando o recuperaram, quiseram ocupá-lo a sério.
Montaram uma rede para tomar o Estado.
José Sócrates ficou no topo, como primeiro-ministro, Armando Vara tornou-se o homem forte do banco do Estado - a CGD -, com ligação directa ao primeiro-ministro, José Penedos tornou-se presidente da Rede Eléctrica Nacional, etc.
Ou seja, alguns secretários de Estado do tempo de Guterres, aqueles homens vindos da Província e deslumbrados com Lisboa, eram agora senhores do país.
MAS, para isso ser efectivo, perceberam que havia uma questão decisiva: o controlo da comunicação social.
Obstinaram-se, assim, nessa cruzada.
A RTP não constituía preocupação, pois sendo dependente do Governo nunca se portaria muito mal.
Os privados acabaram por ser as primeiras vítimas.
O Diário Económico, que estava fora de controlo e era consumido pelas elites, mudou de mãos e foi domesticado.
O SOL foi objecto de chantagem e de uma tentativa de estrangulamento através do BCP (liderado em boa parte por Armando Vara).
A TVI, depois de uma tentativa falhada de compra por parte da PT, foi objecto de uma 'OPA', que determinou a saída de José Eduardo Moniz e o afastamento dos ecrãs de Manuela Moura Guedes.
O director do Público foi atacado em público por Sócrates - e, apesar da tão propalada independência do patrão Belmiro de Azevedo, acabou por ser substituído.
A Controlinvest, de Joaquim Oliveira (que detém o JN, o DN, o 24 Horas, a TSF) está financeiramente dependente do BCP, que por sua vez depende do Governo.
SUCEDE que, na sua ascensão política, social e económica, no seu deslumbramento, algumas destas pessoas de quem temos vindo a falar foram deixando rabos-de-palha. É quase inevitável que assim aconteça.
O caso da Universidade Independente, o Freeport, agora o 'Face Oculta', são exemplos disso - e exemplos importantes da rede de interesses que foi sendo montada para preservar o poder, obter financiamentos partidários e promover a ascensão social e o enriquecimento de alguns dos seus membros.
É isso que agora a Justiça está a tentar desmontar: Essa rede de interesses criada por esse grupo em que se incluem vários "boys" de Guterres. Consegui-lo-á? Não deixa de ser triste, entretanto, ver como está a acabar esta história para alguns senhores que um dia se deslumbraram com a grande cidade.
Esta é a forma mais eloquente de definir um parolo provinciano com tiques de malandro... "mas sempre de mão estendida" pior que os arrumadores que uma vez na vida se revelam minimamente úteis independentemente do ar miserável como se apresentam e se comportam quando não se lhes dá a famigerada moedinha.
José António Saraiva"
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
De Paris a São Bento, com muito amor
Lá vamos cantando e rindo. . .
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Segundo o deputado "Ricardo Gonçalves", do PS, em entrevista a um jornal local, define assim a vida parlamentar de um deputado:
Muito do nosso trabalho é bater palmas.
Porreiro pá... isto é que é trabalho!
CORREIO DA MANHÃ
9/01/2010
Se não, vejamos . . .
UMA PARISIENSE EM SÃO BENTO
Acabo de ler uma peça jornalistica muito interessante. Fiquei a saber que a deputada do PS Inês de Medeiros, foi eleita por Lisboa e vive em Paris. Acontece como com os demais deputados, quando a semana de trabalho acaba há que rumar a casa. A Paris, portanto. Tão longe de casa, só com ajudas de custo será possivel suportar uma situação destas. Mas parece que a Assembleia da República já está a tratar do caso e a solução estará para breve, com efeitos retroactivos. Sinto-me aliviado. Porque acho que a democracia portuguesa não poderia, obviamente, passar sem a Inês Medeiros e, por isso, devemos todos contribuir para que a simpática residente parisiense possa também ela contribuir com a sua presença para o avanço da Nação. Nem que seja como diz o seu colega de bancada Ricardo Gonçalves, só para bater palmas.
E, o meu alívio tambem se deve ao facto de a actriz não residir em Sydney, Melbourne ou Auckland, que igualmente seriam lugares bastante plausíveis para viver alguém eleito pelo círculo de Lisboa, só que um nadinha mais longe. Em Paris fica-nos muito mais barato.
Da minha parte de contribuinte. OBRIGADO
Correio da Manhã
9/01/2010