sexta-feira, 25 de março de 2011

segunda-feira, 14 de março de 2011

À cautela, o melhor é banalizar...

Comentei assim, no ionline, em resposta ao texto do senhor jornalista:
"Senhor António Rodrigues, então?, queria sangue?... Ficou dececionado pela falta de espetáculo, drama, extremismos, má-educação, rebeldia agressiva?... sei lá que mais... Eu também já escrevi que a sorte do nosso Sócrates é não serem gregos os que se juntaram no Rossio, senão o Rossio ia abaixo. O nosso azar é não termos nós o Sócrates dos gregos. Não lhe dá para pensar que esta malta tem noção da terrível delicadeza da situação atual e que a solução disto não vai apenas com um bota-abaixo? Que esta malta tem a noção tem a noção que têm todos (governo, partidos, sindicatos, etc.) de estar virados para o mesmo lado? Que isso só não acontece por causa da desonestidade, clientelismo e corrupção que grassa nos poderes político e económico?Estou a ver que quer fazer parte do grupo que quer banalizar o que aconteceu. É pena."

domingo, 5 de dezembro de 2010

Sinais dos tempos...

Ora adivinhem lá em que cidade do Mundo foi tirada esta fotografia?... Quem acertar receberá uma atençãozinha especial do Pai Natal daqui a poucas semanas.
Repare-se bem na "sensibilidade" ambiental, do mimo estético, no meio daquele vidro e daquelas vigas metálicas todas, do tímido tronco de árvore, que, além de retirada da sua natural Natureza, é ela que tem que levar com os bufos dos cigarros em cima!...
A resposta está aqui.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O presidente do Governo Regional dos Açores, socialista, é que tem razão!

O PRESIDENTE DO GOVERNO REGIONAL DOS AÇORES É QUE TEM RAZÃO!...
Há quem diga que é ele o delfim de Sócrates, ou que é um sério candidato à substituição dele, no partido Socialista e no Governo.
Basicamente ele diz-nos: A medida do Governo de Sócrates é injusta, como não podemos anulá-la, temos de compensá-la; assim "respeitamos" a legitimidade do poder do governo democraticamente eleito para tomar decisões, e tomamos também as nossas decisões quando as decisões do governo central são gravemente injustas. Se nos faltar dinheiro para repor a justiça, não faz mal, esse dinheiro há de vir do Governo Nacional da República, afinal somos todos socialistas, não é verdade?

"Nos Açores, os funcionários públicos regionais vão ter o corte, mas a seguir recebem um subsídio para compensar o corte", denuncia social-democrata Marques Mendes.

O Governo Regional dos Açores arranjou uma forma de compensar os funcionários regionais dos cortes salariais na Administração Pública, acusa Marques Mendes, em declarações à TVI24.

O ex-presidente do PSD diz que o Governo liderado pelo socialista Carlos César criou um regime especial, que configura uma situação “escandalosa”.

“O Governo Regional dos Açores, chefiado pelo Dr. Carlos César, decidiu há poucos dias, no Parlamento Regional, que nos Açores os funcionários públicos regionais vão ter o corte, mas a seguir recebem um subsídio para compensar o corte que tiveram. Na prática, há mais de três mil funcionários regionais dos Açores que não vão ter corte”, denuncia Marques Mendes.

O antigo ministro e líder social-democrata, seu espaço semanal de comentário na TVI24, defendeu que esta situação deve ser levada à Assembleia da República.

“Isto é uma pouca vergonha, parece que há funcionários de primeira e de segunda. Os do continente têm cortes, os da Madeira também, os das autarquias também, os funcionários regionais dos Açores não têm. E pior ainda, mesmo dentro dos Açores, os funcionários que são da República, como os dos tribunais, as forças de segurança, esses têm corte, os funcionários que dependem do Dr. Carlos César não têm, têm uma compensação”, sublinha Marques Mendes.

A Renascença pediu um comentário ao gabinete do presidente do Governo Regional dos Açores, mas a resposta foi negativa.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Celebração dos 100 anos da República

Palavras - e promessas - levas-as o vento.
Que valor tem a celebração da República com os cada vez mais descaradamente vergonhosos exemplos da generalidade dos nossos políticos, sobretudo os que ocupam agora e os que têm ocupado, ao longo das últimas dezenas de anos, os poderes executivo e legislativo?
Se os valores se transmitem essencialmente pelo exemplo, que valores estão, hoje em dia, a ser passados às gerações mais novas?
É verdade, envergonho-me, mais do que nunca, dos governantes que temos.
Lamento, mais do que nunca, os jovens que precisam de aprender com os exemplos dos nossos governantes e deputados o idealismo republicano e a honestidade pessoal nas relações cívicas e políticas e não os encontram. Porque praticamente não os há em parte nenhuma!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Subir ao concreto

Agradeço a e felicito José Carlos de Vasconcelos pelo que diz no último parágrafo do seu Comentário da edição n.º 913 da Visão (amanhã nas bancas):
"Julgo inadmissível obrigar os cidadãos a utilizar a internet ou a preencher formulários extremamente complexos, se não incompreensíveis, para cumprir qualquer obrigação face ao Estado ou dele obter o que quer que seja. E quando se trata de matérias que afetam os mais pobres ou desprotegidos, em geral em simultâneo também mais iletrados, pior ainda. Como acontece com a prova de rendimento para receber apoios sociais. É desumano, escandaloso, que às já enormes desigualdades e exclusões de vária ordem se juntem as que resultam de não dominar as novas tecnologias."

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Os fogos na Serra da Estrela e no resto do País

Estou a ouvir, no telejornal da hora do almoço, o responsável da Proteção Civil de Gouveia, que diz que temos de pensar que proteção civil somos todos nós, e o Presidente da Câmara de Gouveia, que diz que isto é tudo terrorismo...
Imagino as populações que tantas vezes têm pedido, tantas vezes têm alertado, tantas vezes se têm esforçado... pois bem, elas que vigiem e elas que apanhem os criminosos, os tais terroristas... Ainda se sujeitam a serem acusados de qualquer crime porque fizeram isto ou aquilo (que não deveriam fazer, será logo a acusação, "não podem fazer justiça pelas próprias mãos") aos incendiários... se os apanharem, imagino como se sentirão, as emoções que experimentarão... Mais cedo ou mais tarde, airosamente, a nossa justiça encontrará maneira de safar quem os comanda; eventualmente, um desgraçado bode expiatório será "exemplarmente" condenado.
Infelizmente, os exemplos tristes da nossa justiça e os exemplos vergonhosos dos nossos políticos, que sabem perfeitamente a impunidade em que se movem, não me parecem motivadores para a mobilização que se reclama.
São os sempre Vampiros do José Afonso, estes muito mais subtis e protegidos pelas leis da democracia.